terça-feira, 8 de junho de 2021


De repente abre-se um lapso

Uma pausa da vida

Um segundo suspenso 

E preciso de ajuda

Pois não sou parte de nada 


 Não sou mais minha casa

Não sou mais indomável sonho

Não me reconheço no meu passado

Me falta coragem pro futuro


No instante que saio, sou liberdade

Ao retornar, retomo a dor 

A fragilidade que toma conta

Me veste com seu pesado manto

E me ata à cama 

E aqui, me torno o que sou

Me afundo 

A fundo 



Vomito essas palavras 

Sem rimar, sem reler

Sem forma, quem se importa?

Na tentativa de traduzir  

Que força potente é essa 

Que me impede de me mover 


Me ajude a sair, te peço, te imploro 

Mas não me deixe sentir, uma vez que já não ando

Que peguei tuas pernas emprestadas

Pois isso me é insuportável 

Mordo os dentes, pensando







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