sexta-feira, 28 de março de 2014

Ontem pra mim tudo valeu a pena. 

Mais de um ano recheado de incerteza, paixão, esforço, comprometimento, entendimento, desentendimento, paciência, risos...Sem muitas expectativas, sem saber direito onde pisar. Mas sempre com muita, muita vontade. Algo tão grande e passional proveniente de algo tão despretensioso...

E ontem, pra mim, tudo isso valeu a pena.

Não que não tivesse valido a pena antes, mas não tinha noção da dimensão que algo assim pode tomar. Que nossa catarse possa sempre servir de catarse para um outro, não tão próximo. E que agora minha paixão que já era enorme está indomável dentro de mim. 

Juntas.

Vitória! 

quinta-feira, 27 de março de 2014

              "Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor, Sempre houvera, no planeta do
pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não
ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à
tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e
o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma
nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar
uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que
sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de
preparar sua beleza, no seu verde quarto.
Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas
pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua belezaé que ela queria aparecer. Ah ! sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara
dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal,
mostrado. 
E ela, que se preparara com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah ! eu acabo de despertar. . . Desculpa... Estou ainda toda despenteada... 
O Principezinho, então, não pôde conter o seu espanto: 
- Como és bonita! 
- Não é? respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...
O Principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim ... 
E o Principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira
à flor. 
Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando
dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe: 
- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras! 
- Não há tigres no meu planeta, objetara o Principezinho. E depois, os tigres não
comem erva. 
Não sou uma erva, respondera a flor suavemente. 
Perdoa-me ... 
Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento? 
"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o
Principezinho. É bem complicada essa flor. . . " 


sexta-feira, 7 de março de 2014


Tinhas razão, meus olhos não mentem
Se gritam - calados - já não me importa
Não pretendo esconder o medo que sentem
Foi minha opção ter aberto essa porta 

Me leia, ou não, eu me leio para ti
Em troca, lhe peço, se leia também
Recrio, domino o que um dia senti
Foi minha opção querer o seu bem

Mas lhe peço, por cuidado, me deixe saber,
Se um dia descobrires a duração de sua estada
Pois talvez eu possa facilitar a saída
Foi minha opção te indicar a entrada

sábado, 1 de março de 2014

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou."

Sinceridade me encanta de uma maneira que nem sei explicar...

Eu gosto. Gosto dos filmes, gosto das palavras(faladas e escritas), gosto da transparência, da pele marcada, do toque, do gosto, do cheiro. Gosto da inexistência de pressa, da tranquilidade, da incerteza e vulnerabilidade aparente de ambos os lados. 

Porque ISSO é real.

 A vulnerabilidade que se mostra sem medo e de alguma forma nos aproxima. E isso me encanta. E agora sim estou començando a gostar de mim no lugar onde estou. Gosto da maneira que ajo aqui, até agora.

Mas ainda assim, sempre acabo voltando para o campo minado. Sem mapas. Sem caminhos certos. Só com a certeza - lá no fundo - de que ainda há e sempre haverá perigo.