segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"We don't say when because there's something about the possibility, of more."

Mas que papel complicado, esse que te atribuí. 

Não chegue muito perto mas também não se solte…você deveria saber. Um tipo de conversa que não acontecia antes. Diferente. Uma risada aqui e outra ali, identificação e um bom senso de humor. Um coração carregado…haja amanhã pra tanto ontem. Sozinha, porém com todos esses fantasmas, esse fantasma. Quem já deveria saber era eu. E eu já sabia. Sempre fui uma boa leitora de sinais…mas só. O que vem depois é só uma bola de neve cujo controle sobre está fora do alcance das minhas mãos. Quer dizer...é uma questão de escolha, certo? Por um grande período, de maneira equivocada, abri mão desse controle.

 Reação em delay? Finalmente um sinal verde para o início dos dias chuvosos? O retorno do estado de entorpecimento? E eu só assisti a tudo…calada. Vendo acontecer, procurando motivos, entrando em desarmonia com a minha própria pessoa, duvidando, arriscando, defendendo. Cedendo. Ainda assim, calada. Calada por fora, pois por dentro nunca houve um momento de silêncio. Não existem linhas protetoras, não existe mapa pra esse campo minado. As linhas protetoras te deixam preso, não protegido. Há motivos, há vários motivos completamente plausíveis na minha cabeça. Mas eles só estão na minha cabeça e eu mesma os coloquei lá. Não é assim que a banda toca…

Sai, me larga, não me tortura…a mesma história se repete diante da mesma história. Mas dessa vez é pior…dessa vez, a primeira vez na primeira história já havia acontecido. Haja amanhã pra tanto ontem. Por que o comentário sobre o bom ângulo de foto? Por que aquele violão dedilhado e a voz suave ao anoitecer? Tentativas de visitas surpresa...Quando finalmente encontrou a entrada já procurava pelo lugar da saída? Não pergunto o motivo de não ter sido incluída na decisão de de que maneira o presente seria mais conveniente porque eu já sei o motivo. E ele me enoja. E me ofende...eu não ia estacionar e desligar o carro, me ofende você achar que eu o faria. 

Não tenho mais medo de ser lida. De dar a entender. De sair quando não quiser ficar. De rir da ironia. De não fingir o sorriso, de não esconder buracos, de não forjar força. Não tenho mais medo de gritar que não sou obrigada. Nem pra você nem pra ninguém. Não tenho medo de que os outros também vejam. Eles que lidem com isso, se o quiserem. Está tatuado, não se pode negar. Assim como também está tatuado nos outros. E isso eu acho fascinante...

Não gosto do lugar que estou agora. Não gosto do que vejo sob a perspectiva desse lugar. Não gosto da forma que o que vejo me afeta nesse lugar. Não gosto da maneira como trato meus familiares nesse lugar. Todo dia, toda hora, sem pretextos. Só acontece sem que eu consiga controlar. Não gosto de mim nesse lugar. 

Não pretendo ficar aqui por muito tempo. 


Haja amanhã pra tanto ontem....